sábado, 6 de julho de 2013

Produção X Produtividade





por Sérgio Costa.
Produção X Produtividade. A intensificação do trabalho traz mudanças em diversos traços psíquicas nos indivíduos, pois o ambiente de trabalho não se separa da forma como vivem e com os outros homens. O individuo, no ato do trabalho, traz um intrínseco do seu ser: a formação cultural, o lado intelectual , o aprendizado , a suas emoções e sua subjetividade.
Se hoje, estão com uma intensificação material e imaterial, além de aumento na demanda de trabalho intelectual, nesta era da informação e informatização, nos viveremos também um momento de mudança de contexto individual; intelectualização, encrudescimento. Tornam-se competências necessárias para gerir estas mudanças. Comparando às mudanças de âmbito organizacional. Pela visão e colocação dos fatos expostos vivemos um momento no qual não é mais possível fugir de si mesmo. Um momento que se faz um imperativo para a autodescoberta, a autopercepção, a autoavaliação, a "Ser artista é se afirmar enquanto sujeito que sente e percebe o mundo". É encontrar esse centro de si mesmo e girar, se mover ora entorno da cultura que nos cerca, ora em torno do acaso que nos permeia, ora entorno da pessoa que amamos, mas sempre entorno de si mesmo. Essa parte é uma descoberta final, última, quando percebemos que toda nossa obra, foi apenas a obra de nós mesma, autoafirmação. Os artistas são muito auto, muito eu.
 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O que é resiliência, posso aprender a ser resiliente?



PorSérgio Costa
Se você não nasceu resiliente, se você é do tipo que se abate até porque não te convidaram pra festa que nem queria ir, se abate até com o vizinho que não te cumprimentou, ainda assim dá pra desenvolver resiliência, dá pra aprender a ser flexível e superar. Diante dos problemas ocorre sempre uma desintegração psíquico-emocional. Para encontrar novas formas de lidar com a vida, existem sete fatores importantes: estes sete fatores foram selecionados por serem bem concretos, e podem ser aprendidos no processo terapêutico; Os fatores da resiliência são: administração das emoções é a habilidade de se manter sereno diante de um problema. E também a capacidade de usar as pistas e “ler” as outras pessoas, pra saber o que fazer. Estudos têm demonstrado que nosso cérebro tem a capacidade de se moldar diante dos acontecimentos vivenciados em nosso dia-a-dia, sendo que o ambiente em que estamos inseridos tem grande papel transformador. Nesse sentido, nossa capacidade de renovação é completa. E não podia ser diferente com nossos pensamentos, atitudes e formas de assimilação para determinados acontecimentos. Na verdade, a maior certeza que temos é que o ser humano é único e diferente. Logo, há diferenças comportamentais em cada indivíduo. Certas pessoas tornam-se resignadas e acabam aceitando, passivamente, os dissabores da vida. Essa resignação compromete a ação de lutar contra o que ocorre, e a renúncia gera a acomodação frente a cada situação diferente e nova. Outras são, totalmente, reativas. O ambiente é que comanda sua satisfação pela vida. Suas reações são reclamar e praguejar, sendo que nem ao menos tomam alguma atitude efetiva para a mudança. A revolta é uma das principais características de comportamento. Mas, há aquelas que além de confrontarem as situações, enfrentam as tensões com desenvoltura, fazendo de cada experiência um aprendizado positivo. Ao invés de focarem no problema, focam na solução. Ou seja, desenvolveram ao longo da vida, um comportamento resiliente. Sabiamente, Carlos Drumond de Andrade, escreveu: “A dor é inevitável. O sofrimento, opcional”. Pois, sua lucidez poética já reverenciava uma das maiores capacidades humanas, atualmente muito discutida e valorizada, tanto na esfera pessoal quanto na corporativa: a Resiliência. Este termo provém das Ciências Exatas, especificamente, da Física; onde se define que Resiliência é a capacidade que um elemento tem em retornar ao seu estado inicial, após sofrer uma influência externa. Por mais que ele seja pressionado, o mesmo retorna ao seu estado original sem deformação.Saímos da Ciência Lógica e entramos na humana definição de Resiliência. Não é por casualidade que a palavra "desenvolveu" foi adicionada na frase acima. Todos nós podemos ser resilientes. A Resiliência não é um traço de caráter hereditário que possuímos ou deixamos de possuir. Trata-se de uma conquista pessoal. Não é à toa que a superação e o crescimento humano são potencializados em momentos de dificuldade! O ser humano precisa enfrentar desafios para testar seus próprios limites. Quantos de nós já não vivenciamos situações de total dificuldade e quando pensávamos que não haveria mais saída, tempo ou solução, acabamos reabastecendo nos de mais energia ainda? Para responder tal questionamento, destaco duas variáveis fundamentais para o fortalecimento da Resiliência: disciplina e autoconfiança. A primeira vem através do tempo. Esta nos ensina que nosso processo evolutivo é construído diariamente; pois, o problema não está em nossa realidade, mas na forma como a interpretamos. Sabemos que não somos senhores do tempo, nem podemos evitar todas as situações desagradáveis; mas, a maneira como reagimos a elas é que definirá o nosso sucesso. Quanto à autoconfiança, essa é a maior característica do comportamento resiliente. A superação só acontece porque, antes de tudo, acreditamos em nosso potencial regenerativo, em nossa capacidade de crer e agir em prol do positivo. Outra análise que pode ser feita, é que a baixa Resiliência tem legitimado a não permanência de muitos profissionais no mercado corporativo, pois nunca, em momento algum, fomos tão cobrados pela nossa capacidade de flexibilização diante das dificuldades. O indivíduo que não consegue gerenciar e reverter uma situação adversa, precisa mudar o foco, ajustar as velas, "resignificar" o seu modo de vida, para que tais obstáculos e acontecimentos diários sirvam como promoção de seu desenvolvimento pessoal e profissional.


domingo, 9 de junho de 2013

O poder da comunicação global e da mídia deve ser pensado





 

Por Sérgio Costa


O mundo está globalizado, diferente de outras épocas que a humanidade já viveu. Atualmente todos sabem de tudo. As informações correlatas a população de determinada região do globo já não ficam limitadas a elas somente.

Cada espectador dos acontecimentos em sua região analisa, pensa a respeito do que se vê, ou seja, reage a tudo. Em cada lugar do mundo as coisas acontecem, em cada grande ou pequeno espaço, onde houver gente, as percepções humanas surgirão também.
Na verdade sempre haverá uma reação por parte de todos nós diante de tudo que vivenciamos, inegavelmente. O que ocorre no mundo é notícia na TV, no rádio, jornal e internet. Alguém morre, ficamos sabendo 10 minutos depois.  
A maioria das pessoas sabe das principais manchetes internacionais, portanto estamos percebendo mais o mundo. Como normalmente a mídia não enfatiza as boas notícias de cada região, preferindo notificar o caos, a violência, a dor e a guerra, (porque dá mais audiência), há uma tendência de percebermos o mundo também de forma negativa, isso porque a dor de poucos em uma guerra isolada, muitas vezes se transforma em um sofrimento mundial por causa do noticiário. O medo de algumas dezenas de pessoas, por exemplo, pode influenciar no outro lado do continente, milhares e milhares. O poder da comunicação global e da mídia deve ser pensado, porque possui força capaz de aflorar emoções, sentimentos e pensamentos. Como sabemos, nem sempre positivos, ainda mais se levarmos em conta os conflitos emocionais inerentes a natureza humana. 
É ai que os psiquismos dos lugares começam a se formar, a partir das observações pensantes somadas aos sentimentos de cada ser. Mas nos podemos mudar esta situação, trabalhando o nosso psiquismo, educando as novas gerações.







Por Sérgio Costa

Durante um bom tempo Belo Horizonte obteve o título de "Cidade Jardim". Ainda hoje a quantidade de verde preservado impressiona. São mais de 2 milhões de árvores, incluindo ruas, parques e praças. O belo-horizontino tem o dobro de área verde recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMC). São 500 praças que contribuem para uma melhor qualidade de vida na cidade. Lugares para a prática de esportes, manifestações culturais e recreação. Não podemos perder este titulo. Ser belo-horizontino é curtir este espaço ver às crianças brincando, bater um bom papo com os amigos. Com amplas avenidas, praças e áreas arborizadas, Belo Horizonte, a capital mineira, orgulha-se de ser uma das boas cidades do país para se viver. Carinhosamente chamada de Belô ou Beagá, a cidade oferece interessantes áreas de visitação, casas de espetáculos com intensa produção artístico-cultural, boa e diversificada gastronomia, rico artesanato disponível em suas feiras e lojas especializadas, e mantém uma gostosa característica – a hospitalidade mineira.





    

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Função o fio condutor para os Valores humanos



Por Sérgio Costa.
A proposta contida neste artigo tem a tendência de fazer dos Valores Humanos: amor, respeito, família, moral e virtudes, uma constante na vida e no pensamento das pessoas, como se fosse uma voz que somente ela ouve e não permite que transgrida nenhum destes itens que, unidos, fazem a conduta diferencial humana neste planeta.
Estar diante de decisões e escolhas acertadas requer a implementação de conceitos profundos, duradouros e transformadores. Ao longo da história, os povos que mantiveram estes conceitos evitaram o mal e vivenciaram o bem.
Como a Escola e a Empresa são a extensão do nosso lar, é aí onde devemos nos concentrar, utilizando-os como instrumentos de nosso progresso, exercitando e aperfeiçoando nossas qualidades que são a exigência social para atuarmos na missão de existir.
A crença possui uma metodologia de organização como um sistema arquitetônico, com propriedades estruturais descritíveis e mensuráveis, com consequências comportamentais capazes de serem observadas e analisadas, visto que são inferências. Os tipos de crença podem ser vistos como relativamente superiores em encadeamento lógico-funcional ou em comunicação funcional podendo acompanhar a seguinte proposição: Existenciais versus Não Existenciais; Compartilhadas versus Não Compartilhadas sobre a existência e a auto-identidade; Derivadas versus Não Derivadas e Relativas e Não Relativas a questões de gosto.
 As funções são o fio condutor para os Valores, que têm a ver com os modos de conduta e estados finais da existência. Uma vez que um valor é internalizado, ele é tido como um padrão ou critério para guiar a ação e, assim, desenvolver e manter as atitudes em relação a objetos e situações relevantes, para julgar e comparar, moralmente, a si e aos outros. Os valores diferem das atitudes em vários aspectos importantes: enquanto uma atitude representa diversas crenças focadas num objeto ou situação específica, um valor é uma única crença que guia transcendentalmente as ações e julgamentos através de objetos e situações específicas. Um valor é um imperativo para ação e não somente uma crença sobre o preferível mas também uma preferência pelo preferível.
De maneira experimental, propomos que estes conceitos sejam praticados dentro dos processos educacionais e também organizacionais, nos quais exercerão influência nas escolhas e decisões que podem ocorrer tanto na vida, como na carreira das pessoas.
Entendamos esses Valores Humanos, baseados totalmente nas Crenças, Atitudes e Valores, descritas nesse trabalho, que poderão conduzir à preservação da verdadeira essência das pessoas em sua atividade de vida onde cumprir a vida é compreender a o seu andar o seu crescer.
As pessoas e a sociedade são movidas em função de suas Crenças, Atitudes e Valores, implementadas, subliminarmente ou não, no dia-a-dia através de ações e processos educacionais em diversos campos de atuação, até mesmo em programas e propagandas de TV, nos quais sempre se ressaltam a importância destes conceitos e os efeitos nutritivos que possam causar.
Como resultado da implantação do processo de Crenças, Atitudes e Valores na educação e também nas organizações através do destaque em Valores Humanos, teríamos pessoas com maior sensibilidade, solidariedade e compreensão de existência, pessoas estas que se tornariam expansoras deste processo, fazendo-o refletir em suas atuações como cidadãos, membros de uma sociedade que busca, cada vez mais, formas eficazes de se organizar mantendo harmonia e progresso no âmbito pessoal, profissional e, até mesmo, espiritual.
Numa implantação de direitos humanos talvez esteja a resposta para uma sociedade mais ética, para empresas mais éticas e uma política mais ética. Algumas experiências deste tipo já fazem sucesso pelo mundo.  

CRENÇAS, ATITUDES E VALORES





Sérgio Costa.

INTRODUÇÃO
O presente artigo visa demonstrar a importância no desenvolvimento humano através de Crenças, Atitudes e Valores.
Um processo que, quando implantado, pode transformar o comportamento das pessoas .
O presente artigo tem por objetivo sugerir meios para a tomada de consciência dos conceitos-temas, através de planejamento e ações  de tornar consciente os efeitos nocivos  das crenças limitadoras, capazes de realçar estes conceitos na intenção de torná-los um hábito praticável  de que pode ser mudado dentro da sociedade.
A crença possui uma metodologia de organização como um sistema arquitetônico, com propriedades estruturais descritíveis e mensuráveis, com consequências comportamentais capazes de serem observadas e analisadas, visto que são inferências. Os tipos de crença podem ser vistos como relativamente superiores em encadeamento lógico-funcional ou em comunicação funcional podendo acompanhar a seguinte proposição: Existenciais versus Não Existenciais; Compartilhadas versus Não Compartilhadas sobre a existência e a auto-identidade; Derivadas versus Não Derivadas e Relativas e Não Relativas a questões de gosto.
Estruturada essa condição da Crença ela pode ser qualquer uma das propostas capaz de ser precedida pela frase “eu creio que...”, onde o conteúdo pode descrever o seu objeto como verdadeiros opostos, do tipo correto ou incorreto, devendo-se aliar à Natureza da Atitude.
 Falar sobre valores pessoais é um pouco complicado, partindo do principio em que cada individuo possui sua própria  constelação de valores. Mas fazendo alguns estudos e pesquisas, é possível selecionar uma lista de valores pessoais que movem as pessoas vencedoras, as pessoas que conquistam seus objetivos e correm atrás de seu sucesso pessoal e profissional. Vou tentar neste artigo falar um pouco destes valores. A ordem em que estão reflete a minha forma pessoal de avaliar os mesmos, não sendo uma regra a ser seguida. O ideal é que cada pessoa busque os seus valores internamente, e saiba como trabalhar com eles para alcançar seus objetivos.

Antes de começar a dissecar diversos valores, é importante falar em como conseguir descobrir seus valores. Vivemos hoje em um mundo em que os valores estão escondidos, camuflados, seja pela mídia maciça, seja pela cultura rápida e de necessidades imediatas. Mas existe uma forma simples de descobrir seus valores pessoais, com uma simples atitude: Pare por um momento da correria do dia a dia, relaxe tranquilamente, seja num banco de praça, em um café, logo após o almoço, escolha um momento para ser somente seu, e faça a seguinte pergunta a si mesmo: o que é importante para você?  Na grande maioria das vezes, as respostas que você obter desta pergunta, irão indicar seus valores. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Fatores críticos na rejeição social dos doentes mentais



Por Sérgio Costa
Um dos fatores críticos na rejeição social dos doentes mentais age como gatilho que dispara a sequência, "Ele está louco, precisa ser internado" , é o emprego das classificações chulas. Como se o nome pejorativo que emprestássemos a uma pessoa ou a um objeto simbolizasse uma vingança. E o portador do transtorno entende e sente. É difícil ser doente mental onde não há respeito algum.
O "desviante" psicótico, por outro lado, pode ser ajudado de forma a conservar um sem-número de reações sociais normais que fazem parte do repertório de sua existência. Adquirimos uma percepção mais aguda dos efeitos nocivos que decorriam de se oferecer aos psicóticos apenas uma custódia hospitalar. Sabemos hoje que o ambiente social pode contribuir para a terapia — auxiliando ou prejudicando a recuperação  Os novos métodos de tratamento da psicose pro­curam, entre outras coisas, evitar uma ruptura social, que é a causa mais comum das internações. Por um lado, o hospital pa­ra doentes mentais necessita modificar sua função social; em vez de oferecer apenas uma espécie de proteção estéril, deve proporcionar situações sociais terapêuticas. Por outro lado, as atitudes populares relacionadas com as doenças mentais preci­sam ser transformadas, caso nossa sociedade não queira ofere­cer condições antiterapêuticas. Nossas opiniões das funções so­ciais decorrem geralmente das experiências repetidas que temos a respeito delas. Não é graças a uma única experiência que as aprendemos; nossa compreensão necessita de uma prática quase diária. E isso se aplica também aos que enlouquecem. Se os pacientes psicóticos são considerados indivíduos  sem nenhum significado social, exceto em termos de ameaça, se são tratados como indivíduos insensíveis ao meio em que vivem, necessitan­do apenas de uma vida grandemente simplificada e despida das sutilezas e complexidades da existência comum, certamente eles se tornarão socialmente vazios. Uma condição de anonimato per­manente transforma as pessoas em meras sombras das persona­lidades que antes possuíam. Á maioria das pessoas que fazem parte de um grupo com relações sociais recíprocas deseja que os desviantes se adaptem às suas normas. Assim, organizações sociais especiais criadas para manter os psicóticos na comunida­de acarretariam maior compreensão e tolerância do público gra­ças a uma experiência mútua. A natureza das "dinâmicas do grupo" sugere um esforço em vista de um ajuste por meio das forças sociais. Naturalmente, estamos generalizando. Á própria pressão em vista da adaptação social pode provocar uma crise em alguns pacientes, ou apenas contribuir para ela. O psicótico não representa, porém, geralmente perigo para a comunidade. Refiro-me nesse caso à comunidade , mais do que a família. Na família, a menos que certos serviços comunitários especiais sejam bem desenvolvidos, a ten­são pode ser terrível. Ora, não é fácil modificar certas atitu­des sociais antigas, de sorte que os serviços da comunidade pos­sam funcionar adequadamente, numa sociedade que se mostra intolerante para com a loucura. Para muitas pessoas, a loucura ainda é um problema moral mais do que um problema de doença mental; ela representa uma ofensa contra o código moral delas